Adega

Os nossos Portos são elaborados utilizando processos de vinificação tradicionais, após o desengace, as uvas são esmagadas em lagares, onde fermentam por 2 ou 3 dias. Esta operação, conhecida por pisa, é tradicionalmente feita por homens. Durante esse período efectua-se pisas sucessivas para maximizar a extracção da matéria corante e outros componentes que vão dar a estrutura e longevidade aos vinhos.
O processo de envelhecimento de um vinho do Porto pode durar muitos anos, sendo orientado conforme o tipo de vinho que se pretende obter. Depois das primeiras trasfegas durante o Inverno que se segue à vindima, os vinhos são provados e classificados segundo a sua qualidade sensorial.
Os melhores lotes de vinhos produzidos num ano excepcional são, separados para virem a obter a designação de Vintage. Contudo, a maior parte dos vinhos é utilizada para a elaboração de lotações de características particulares, obedecendo a padrões de qualidade pré-estabelecidos para os diferentes tipos de vinho a serem comercializados.
No caso dos Vintages ou dos Late Bottle Vintage (LBV), o envelhecimento faz-se em vasilhas de grande capacidade, tonéis. Os vintages ficam em contacto com a madeira durante 2 anos, enquanto que os LBV’s envelhecem em carvalho durante 4 a 6 anos e só depois são engarrafados.
O envelhecimento neste tipo de vasilhas é feito num ambiente de oxido-redução, mantendo, assim, a cor inicial dos vinhos e as suas características primárias. Todos os restantes tipos de vinho do Porto são envelhecidos em condições de oxidação, em pipas com uma capacidade de 550 litros.
Ao longo do envelhecimento por oxidação, o vinho perde a aspereza devida ao amaciamento dos taninos, desenvolvendo-se admiráveis aromas, ricos e complexos. As variações cromáticas durante o envelhecimento oxidativo são também muito acentuadas. A cor intensa dos vinhos novos sofre uma evolução gradual, passando pelas nuances Tinto-alouradas, para terminar na cor alourada dos Tawny velhos.